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GUIAS PARA PACIENTES · LEITURA

Glaucoma · compreender a doença

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Glaucoma Compreender, detetar e tratar Conhecer a doença ajuda a proteger a visão. Dr. Nuno Lopes | Oftalmologia O glaucoma é uma doença crónica do nervo ótico, a estrutura que transporta a informação visual do olho para o cérebro. Pode progredir sem sintomas e provocar perda de visão irreversível. A pressão intraocular elevada é um fator de risco importante. A dificuldade no escoamento do humor aquoso pode aumentar a pressão e contribuir para a lesão do nervo. Também existe glaucoma com pressão dentro dos valores considerados normais. Pressão elevada Pressão intraocular elevada As setas representam a pressão exercida sobre as paredes do olho. Nervo ótico Transporta a informação visual para o cérebro. A pressão elevada é um fator de risco; também há glaucoma com pressão normal. Porque pode passar despercebido? Na forma crónica de ângulo aberto, a perda visual é habitualmente indolor e pode afetar a visão periférica antes de ser notada. Ter boa visão central ou não sentir dor não exclui a doença. Fatores que justificam atenção Idade superior a 40 anos e antecedentes familiares de glaucoma. Miopia elevada e uso prolongado de corticoides. Diabetes, apneia do sono e outros fatores avaliados em consulta. Ascendência africana, associada a maior risco de algumas formas de glaucoma.

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Diagnóstico e opções de tratamento A pressão, por si só, não faz o diagnóstico A avaliação pode incluir tonometria, observação do nervo ótico, campos visuais e tomografia de coerência ótica (OCT). Estes exames complementam-se e ajudam a detetar alterações e a acompanhar a evolução. Preservado Escavação aumentada Lesão avançada Escavação mais vertical e assimétrica, com redução do anel neurorretiniano. Tratar para preservar a visão A lesão já instalada no nervo ótico não é reversível. O tratamento procura reduzir a pressão para uma meta individual e diminuir o risco de progressão. Tratamento Como pode ajudar Colírios Reduzem a pressão ocular. O fármaco e o número de aplicações são individualizados; por vezes associa-se medicação oral. Laser O SLT facilita a drenagem natural e pode ser um tratamento inicial ou complementar. A iridotomia cria uma passagem na íris em casos selecionados de bloqueio pupilar. Cirurgia Melhora ou cria vias de drenagem quando a pressão-alvo não é atingida ou quando a gravidade da doença exige outra abordagem. Um plano para cada olho. A escolha depende do tipo de glaucoma, do dano existente, da pressão-alvo e da resposta anterior. O seguimento continua quando a pressão está controlada.

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Aplicar os colírios e manter o seguimento Uma aplicação correta faz diferença 01 Lave as mãos antes de manusear o frasco. 02 Incline a cabeça para trás e baixe suavemente a pálpebra inferior, formando uma pequena bolsa. 03 Aplique uma gota, sem encostar o frasco ao olho, pálpebras ou pestanas. 04 Feche o olho sem apertar e comprima suavemente o canto interno, junto ao nariz, durante cerca de 3 minutos, conforme a orientação recebida. Este gesto reduz a passagem do medicamento para o organismo. 05 Se usa mais do que um tipo de colírio, respeite o intervalo prescrito. Neste guia, a referência é de pelo menos 10 minutos entre administrações. No dia a dia Cumpra os horários. Não pare nem altere as gotas sem indicação. Se esquecer uma dose, siga o folheto do medicamento ou confirme com a equipa. Não duplique a dose para compensar. Use a medicação nos dias de consulta, salvo indicação em contrário. Informe o oftalmologista sobre todos os medicamentos que toma e mantenha os exames e consultas regulares. SINTOMAS DE UMA POSSÍVEL CRISE AGUDA Dor ocular forte e súbita, olho muito vermelho, visão turva, náuseas ou vómitos exigem avaliação urgente. Não aguarde pela próxima consulta. O controlo do glaucoma é um trabalho continuado entre paciente e oftalmologista. Este guia é informativo e não substitui a avaliação individual.
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