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INFORMAÇÃO PARA CUIDAR DA SUA VISÃO

Perguntas e Orientações

Respostas às suas dúvidas e conselhos práticos, organizados por tema.

25 artigos

Consultas e acompanhamento

A partir de que idade e com que frequência devo visitar um Oftalmologista?

Os recém nascidos são habitualmente observados pelo Pediatra assistente.

Os exames de rastreio visual continuam a ser efectuados regularmente pelo Pediatra entre os 6 meses e o ano de idade.

Na ausência de suspeita de doença ocular que motive referenciação prévia, a primeira observação por um Oftalmologista costuma ocorrer entre os 2 e os 3 anos de idade, seguindo-se a esta a observação pré escolar.

No adolescente e adulto saudável as vigilâncias regulares são de 2 em 2 anos, passando a um regime anual a partir dos 40 anos de idade.

Quando existe patologia ocular, os períodos de vigilância são determinados pelo Oftalmologista, mediante a patologia e seu estadio.

Algumas doenças sistémicas podem motivar vigilâncias mais assíduas, como por exemplo:

• DIABETES
• DOENÇAS DO COLAGÉNIO (LÚPUS; ARTRITE REUMATÓIDE; S. SJöGREN)
• DOENÇAS DA TIRÓIDE

A existência de história familiar de doenças oculares como o Glaucoma também deve motivar vigilâncias mais precoces

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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Glaucoma

Hipertensão ocular e glaucoma: qual é a diferença?

Pressão elevada não é sinónimo de glaucoma. Conheça a diferença, os exames e a importância do acompanhamento individualizado.

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O que é a Pressão Intra-ocular ou Tensão Ocular?

O que é a Pressão Intra-ocular ou Tensão Ocular? — ilustração

A pressão intra-ocular (PIO) ou tensão ocular é a medida da pressão ” Força ” existente no interior do globo ocular.

O seu valor resulta do balanço entre a produção e drenagem do humor aquoso, líquido produzido pelo corpo ciliar situado na transição entre o segmento anterior e posterior do olho.

Os valores normais variam de acordo com a população e paciente. Por norma, valores acima de 21 mmHg são considerados hipertensão ocular, não sendo porém adequado tirar conclusões a partir do valor isolado. da PIO. Na raça caucasiana o valor médio situa-se em 16 mmHg.

A PIO sofre flutuação diurna até cerca de 5 mmHg nos indivíduos normais, podendo esta ser maior em pacientes com Glaucoma. Vários fatores podem influenciar flutuação da PIO, podendo mesmo haver variações sazonais e posturais.

Valores elevados de PIO associam-se a um risco aumentado de surgimento de Glaucoma e sua progressão.

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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Como se distingue o Glaucoma de Ângulo Aberto do Glaucoma de Ângulo fechado?

Como se distingue o Glaucoma de Ângulo Aberto do Glaucoma de Ângulo fechado? — ilustração

O glaucoma é uma neuropatia óptica progressiva que resulta em alterações anatómicas características do nervo óptico e correspondentes  perdas de sensibilidade no campo visual.

O maior factor de risco para o seu desenvolvimento é a hipertensão ocular (HTO), apesar de existirem casos de glaucoma normotensional.

O valor da pressão intra-ocular resulta do balanço entre a produção e drenagem do humor aquoso (HA). Uma vez que a taxa de produção do HA é razoavelmente estável, a HTO habitualmente resulta de uma insuficiente drenagem.

A principal vida de escoamento do HA é através da malha trabecular situada no ângulo formado pela inserção da íris na região corneo-escleral.

Fala-se de glaucoma de ângulo aberto quando existe um aparente livre acesso ao ângulo e de glaucoma de ângulo estreito ou fechado quando existem obstáculos que condicionam o acesso adequado do AH à malha trabecular.

Os glaucomas de ângulo aberto são muito mais frequentes do que os de ângulo estreito, porém estes últimos são geralmente mais destrutivos e apesar de mais raros são responsáveis por quase 50% dos casos de cegueira por glaucoma.

A avaliação do ângulo é fundamental quando existe suspeita ou diagnóstico de glaucoma.

O melhor modo de avaliação é habitualmente através da realização de uma Gonioscopia.

Alguns exames auxiliares como a Tomografia de Coerência Óptica (OCT) e Biomicroscopia Ultra-sónica (UBM) também são úteis neste tipo de avaliação.

 

 

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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Como se trata o Glaucoma?

Um vez que não existe cura definitiva, o objectivo primordial no tratamento do Glaucoma é a redução dos fatores de risco para a sua progressão.
De entre todos os fatores conhecidos, a pressão intra-ocular (PIO) elevada é o mais relevante e por este motivo a sua redução é o principal alvo dos tratamentos.

A PIO pode ser reduzida com recurso a medicação tópica sob a forma de colírios e mais raramente através de comprimidos. Existem várias classes de medicamentos, sendo algumas delas mais apropriadas para alguns subtipos de glaucoma.
O tratamento com colírios é habitualmente usado como primeira linha, apesar de cada vez mais se recorrer à utilização de tratamentos com Laser. De entre estes, os mais frequentes são a Trabeculoplastia Laser Selectiva (SLT) utilizado para redução da PIO nos glaucomas de ângulo aberto e a Iridotomia cuja aplicação ocorre tipicamente nos Glaucoma de Ângulo estreito.
Sempre que necessário, podem ainda ser realizadas cirurgias para melhor controlo da PIO. As principais razões que motivam o recurso aos tratamentos Laser ou cirurgia são:

1 – Controlo insuficiente da PIO com tratamento através medicação tópica
2 – Progressão significativa da doença sob terapêutica tópica máxima
3 – Intolerância aos colírios por alergia ou toxicidade
4 – Vontade manifesta de reduzir a necessidade de aplicação de colírios hipotensores

Atualmente existem diversas alternativas cirúrgicas e nenhuma técnica deve ser aplicada transversalmente a todos os tipos de glaucoma.
A melhor opção para cada caso depende tipicamente do tipo de glaucoma e do estado ocular. O seu oftalmologista saberá qual a mais indicada para si.

Como se trata o Glaucoma? — ilustração

Canaloplastia

Como se trata o Glaucoma? — ilustração

Esclerectomia Profunda

Como se trata o Glaucoma? — ilustração

Trabeculectomia

Como se trata o Glaucoma? — ilustração

Cirurgia de Cristalino

Saiba mais:

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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Como se deteta o Glaucoma?

Os tipos de glaucoma mais comuns (de ângulo aberto), são habitualmente assintomáticos. Por este motivo, o diagnóstico precoce geralmente é feito por um oftalmologista no decurso de um rastreio ou de uma avaliação de rotina.

O índice de suspeita deve ser maior, na presença de um ou mais fatores de risco para a doença.

Os casos de glaucoma muito evoluído são detectados prontamente, com recurso a poucos exames auxiliares, porém em fases precoces, é habitual a realização de alguns exames auxiliares como a tomografia de coerência óptica (OCT), perimetria (campos visuais), gonioscopia (avaliação do ângulo) e paquimetria.

Como se deteta o Glaucoma? — ilustração

Perimetria Estática Computorizada

Como se deteta o Glaucoma? — ilustração

OCT do Disco Óptico

Como se deteta o Glaucoma? — ilustração

Paquimetria

Saiba mais:

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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O que é o Glaucoma?

O Glaucoma é uma doença do nervo óptico.

O que é o Glaucoma? — ilustração

Trajecto posterior do Nervo Óptico

O nervo óptico (NO) é a estrutura que transporta as imagens captadas pelo olho até ao cérebro. Sendo um tecido nervoso, o NO é constituído por milhões de células cuja vitalidade é fundamental. Ao longo da vida é habitual existir uma perda natural de células, no entanto quando existe glaucoma a perda é excessivamente rápida e a independência visual do paciente pode ficar em risco.

O que é o Glaucoma? — ilustração

Ilustração do defeito de campo visual num Glaucoma avançado

O Glaucoma é uma doença degenerativa do nervo óptico que se caracteriza pela perda gradual e progressiva do campo visual e atualmente constitui a segunda causa de cegueira global e a primeira causa mundial de cegueira irreversível.

O campo visual corresponde à área do espaço que um olho é capaz de ver quando fixa um determinado ponto

O que é o Glaucoma? — ilustração

Estima-se que em todo o mundo cerca de noventa milhões sejam afectados pela doença.
Em Portugal os últimos números apontam para aproximadamente cem mil doentes com glaucoma e seis mil cegos por esta doença.

O glaucoma pode surgir em qualquer idade, mas a incidência aumenta a partir dos quarenta anos e em alguns grupos de risco, como indivíduos com:
• Hipertensão Ocular – principal factor de risco
• História familiar de Glaucoma
• Raça Negra ou asiática
• Diabetes
• Alta Miopia
• Inflamação e trauma ocular
• Uso prolongado de corticites

A completa ausência de sintomas até fases avançadas da doença é comum à grande maioria dos glaucomas e responsável por grande parte dos diagnósticos tardios.

A percepção tardia da doença ocorre, pois genericamente:
• A hipertensão ocular é assintomática
• Os défices no campo visual inicialmente são periféricos e difíceis de valorizar
• Existem mecanismos de redundância no sistema visual que compensam e disfarçam os défices instalados, tornando-os imperceptíveis até fases avançadas da doença

Dada a irreversibilidade das lesões instaladas, o diagnóstico precoce é fundamental para minorar o estigma do glaucoma. Para tal, é fundamental o seguimento regular por um médico oftalmologista.
Pese embora a ausência de sintomas, a avaliação por um clínico especializado com recurso aos exames auxiliares necessários, é suficiente para uma deteção precoce.

Existem vários tipos de glaucoma, consoante a sua origem (primária ou secundária) e abertura do ângulo ( Glaucomas de ângulo aberto ou fechado).
Apesar de não existir cura definitiva para o glaucoma, a eficácia dos tratamentos existentes ( Medicação , Laser e Cirurgia ) habitualmente atrasa ou inibe suficientemente a progressão da doença, de modo a esta nunca afectar a vida diária do paciente.
Dado o impacto global tão significativo do glaucoma, existe constante esforço e investigação para combater os múltiplos desafios que o glaucoma proporciona, nomeadamente:
• O diagnóstico precoce
• A adesão à terapêutica
• A Progressão (Detecção atempada / Controlo por métodos cada vez mais eficazes e menos invadidos )
• O combate à desinformação

Neste âmbito e em jeito de resumo, é importante recordar alguns conselhos orientadores
• Faça os seus exames visuais regulares num médico oftalmologista
• Conheça os fatores de risco para glaucoma
• Se tem glaucoma, informe os seus familiares para que estes possam efetuar um rastreio precoce
• Não espere pelos sintomas da doença, pois estes surgem tardiamente e os défices instalados são quase sempre irrecuperáveis
• Apesar do risco de cegueira, se o glaucoma for detectado cedo e tratado de forma adequada este risco é reduzido. Atue atempadamente, pois pode fazer a diferença

Saiba mais:

Capa do documento Compreender o glaucoma

GUIA PARA O PACIENTE

Compreender o glaucoma

Informação sobre a doença, os exames, os tratamentos e a aplicação dos colírios.

PDF · 3 páginas · Formato A4

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Quais os fatores de risco para o glaucoma?

Os principais fatores de risco são os seguintes:

Hipertensão Ocular

História Familiar

Idade superior a 40 anos – (Pode porém surgir em qualquer idade)

Raça Negra / Asiática


Doenças oculares : Alta Miopia , Pseudo-Esfoliação , Uveítes , Trauma , Cirurgia de retina e córnea, Hemorragia )


Doenças Sistémicas: Diabetes , Paramiloidose , Hiper / Hipotensão arterial


Medicação: Corticóides , Topiramato …

Quais os fatores de risco para o glaucoma? — ilustração

Nervo óptico glaucomatoso

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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Quais os sintomas a que devo estar atento na suspeita de Glaucoma?

Infelizmente nenhum.

A esmagadora maioria dos  glaucomas é totalmente assintomática. Para isto contribuem alguns fatores:

1) A hipertensão ocular, factor de risco major para génese e progressão do glaucoma habitualmente não dá qualquer sintoma.

2) Os defeitos da função visual são inicialmente periféricos, não afetando habitualmente a visão central de detalhe a que costumamos estar mais atentos.

3) Existem vários mecanismos sensoriais compensadores que nos mascaram a percepção do défice visual.

Quais os sintomas a que devo estar atento na suspeita de Glaucoma? — ilustração

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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Tenho familiares cegos por glaucoma. É provável que me venha a acontecer o mesmo?

Não necessariamente.

São inúmeros os fatores que ajudam a definir o prognóstico de um glaucoma. Tratando-se de uma doença assintomática cujos défices instalados são irreversíveis, o diagnóstico precoce é fundamental para a preservação de uma função visual vitalícia. A hereditariedade é um factor de risco para o aparecimento da doença, porém o diagnóstico é habitualmente mais atempado nos descendentes, o que é altamente benéfico para a manutenção da sua visão.

Tenho familiares cegos por glaucoma. É provável que me venha a acontecer o mesmo? — ilustração

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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É pior ter glaucoma de ângulo aberto ou de ângulo fechado?

Em bom rigor não existe uma norma. Cerca de 75% dos glaucomas são de ângulo aberto, sendo os restantes de ângulo estreito ou fechado. Apesar de mais raros, os glaucomas de ângulo estreito podem ser mais destrutivos, sendo responsáveis por cerca de 50% dos casos de cegueira. Os glaucomas secundários de ângulo fechado têm pior prognóstico, contudo uma boa parte dos glaucomas primários de ângulo estreito pode ver a sua progressão evitada através de uma melhoria cirúrgica do estado anatómico do ângulo.

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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O laser ou a Cirurgia podem curar o meu Glaucoma?

Genericamente Não. As terapias LASER e cirúrgicas visam a otimização do controlo da pressão intra-ocular, conseguindo desta forma debelar a progressão do Glaucoma de modo a que a sua evolução não coloque em risco a função visual do paciente. Estas técnicas não conseguem porém restituir a função perdida devido ao glaucoma.

Em alguns casos particulares de glaucoma anatómico de ângulo estreito, a cirurgia ao  cristalino pode resolver definitivamente o problema.

O laser ou a Cirurgia podem curar o meu Glaucoma? — ilustração

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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É possível recuperar a visão / campo visual perdido com o Glaucoma?

A perda de visão causada por lesão do nervo ótico no glaucoma é irreversível. Os tratamentos disponíveis procuram controlar a pressão intraocular e reduzir o risco de agravamento; não recuperam a visão já perdida.

O diagnóstico precoce, o acompanhamento regular e o cumprimento do tratamento são fundamentais para preservar a visão.

Informação complementar — National Eye Institute ↗

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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O facto de ter Glaucoma significa que vou ficar cego/a?

Não .

O glaucoma é indubitavelmente um grande flagelo nacional e mundial, mas felizmente a cegueira apenas atinge uma minoria dos pacientes tratados.

O melhor sucesso terapêutico assenta em três principais alicerces:

1) O diagnóstico Precoce

2) Controlo da progressão através de otimização terapêutica e seguimento adequado

3) Cumprimento do tratamento por parte do paciente ( Adesão terapêutica )

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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Cuidados após cirurgia de glaucoma

Depois de uma cirurgia de glaucoma, a proteção do olho, a aplicação correta da medicação e as consultas de controlo fazem parte da recuperação.

Os cuidados concretos dependem da técnica realizada e da evolução. Confirme sempre quais os colírios a aplicar no olho operado, pois o esquema pode mudar após a intervenção.

Cuidados e acompanhamento

  • Não esfregue nem pressione o olho. Use o protetor para dormir durante o período indicado.
  • Respeite as restrições a água, esforços, condução e trabalho definidas pela equipa.
  • Leve todos os colírios e medicamentos às consultas de seguimento.

Quando pedir ajuda

Dor intensa, diminuição súbita ou importante da visão, vermelhidão crescente ou secreção purulenta justificam contacto imediato com a equipa ou avaliação urgente.

Capa do documento Após cirurgia de glaucoma

GUIA PARA O PACIENTE

Após cirurgia de glaucoma

Cuidados de proteção, medicação e acompanhamento após trabeculectomia, esclerectomia profunda ou implantes de drenagem.

PDF · 3 páginas · Formato A4

Esta informação não substitui a avaliação médica. Siga as instruções individuais da sua equipa.

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Catarata e lentes intraoculares

Qual a lente de eleição para minha cirurgia à Catarata / Cristalino?

O procedimento cirúrgico ao cristalino possibilita a oportunidade de corrigir a graduação que o olho apresentava previamente ao mesmo. Para esse efeito estão disponíveis lentes de várias potências, com características esféricas, asféricas, tóricas, multifocais …

Deste modo, atualmente é possível corrigir  erros refrativos como miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia.

A escolha ideal está dependente da opção do paciente e do clínico após consulta e avaliação rigorosa dos exames auxiliares.

Qual a lente de eleição para minha cirurgia à Catarata / Cristalino? — ilustração

Implante de Lente Intra-ocular

Qual a lente de eleição para minha cirurgia à Catarata / Cristalino? — ilustração

Implante de Lente Intra-ocular

 

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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Astigmatismo e escolha da lente na cirurgia do cristalino

Corrigir o astigmatismo com lentes tóricas e comparar lentes monofocais, de foco estendido e trifocais.

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O que significa ter a lente intraocular “suja”?

Por vezes o termo ” Ter a Lente Intra-ocular suja ” é usado para descrever a condição clínica de opacificação da região posterior do saco capsular onde foi implantada a lente durante a cirurgia ao cristalino.

Para melhor entender esta patologia, convém primeiro clarificar alguns conceitos anatómicos.

O que significa ter a lente intraocular “suja”? — ilustração

O cristalino é uma lente natural que existe no interior do nosso olho responsável pelo auxílio à focagem dos ojjectos do nosso interesse. Ela situa-se na região central do olho, dividindo o segmento anterior do olho do posterior.

Anatomicamente o cristalino é constituido por um material moldável rico em proteínas que é envolvido numa cápsula. A cápsula por sua vez está conectada por fibras equatoriais (zónulas) ao músculo ciliar cuja acção possibilita nos indivíduos jovens a alteração da curvatura do cristalino e a focagem nítida das imagens de perto.

Quando é indicada cirurgia ao cristalino pela existência de catarata e/ou erro refrativo elevado e/ou presbiopia, o seu conteúdo interno é desfeito e aspirado mas o saco capsular que o envolve deve permanecer íntegro.

Deste modo, após o implante de uma lente intraocular, o saco capsular continuar a estar exposto a fenómenos de fibrose e opacificação que se podem refletir numa redução importante da qualidade visual.

O que significa ter a lente intraocular “suja”? — ilustração

Opacificação capsular

O tratamento da opacificação da cápsula posterior do cristalino é feito através de uma “Capsulotomia” em regime de ambulatório numa única sessão de Laser YAG (Yttrium Aluminum Garnet) e a recuperação visual é rápida.

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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Pós-operatório de catarata

Após a cirurgia de catarata, siga as instruções individualizadas que recebeu da equipa cirúrgica.

Cuidados com o olho operado

  • Lave as mãos antes de aplicar os colírios.
  • Não esfregue nem pressione o olho operado.
  • Evite a entrada de água no olho e aguarde autorização para nadar, fazer esforços físicos e voltar a conduzir.
  • Utilize a proteção ocular conforme indicado e compareça à consulta de seguimento.

Medicação

Aplique os colírios exatamente como foram prescritos. O medicamento, a frequência e a duração do tratamento são definidos para cada pessoa.

Quando pedir ajuda

Contacte prontamente a equipa médica se tiver dor crescente, agravamento da vermelhidão, diminuição da visão ou secreção. O aparecimento de flashes, novas sombras ou moscas volantes também deve ser avaliado.

PARA CONSULTAR EM CASA

Instruções após cirurgia de catarata

Consulte o folheto do Dr. Nuno Lopes com os cuidados após a cirurgia. A medicação deve seguir sempre a prescrição individual que recebeu.

Capa do documento Guia completo de catarata

GUIA PARA O PACIENTE

Guia completo de catarata

Conheça a catarata, a preparação para a cirurgia e os cuidados durante a recuperação.

PDF · 4 páginas · Formato A4

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Cuidados no dia a dia

Visão e desporto: ver melhor para jogar melhor

Avaliação visual, correção e proteção ocular adaptadas às exigências de cada desporto.

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Como aplicar um colírio ou uma pomada?

• Lavar as mãos
• Colocar-se em posição sentada ou deitada com a cabeça inclinada para trás
• Deprimir gentilmente a pálpebra inferior e colocar a gota ou pomada

Fechar o olho durante 2 a 3 minutos e limpar algum excesso que escorra com um lenço limpo

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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Informação para portadores de lentes de contacto

Consulte o guia de cuidados para utilizadores de lentes de contacto.

GUIA DE CUIDADOS

Lentes de contacto

Consulte o documento ou guarde uma cópia para ler mais tarde.

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Cuidados antes e depois do LASIK

Consulte o guia de preparação e recuperação do LASIK. Estas orientações são específicas desta técnica; a PRK tem cuidados próprios.

Capa do documento Guia de cuidados do LASIK

GUIA PARA O PACIENTE

Guia de cuidados do LASIK

Preparação, recuperação e sinais de alerta. Este guia é específico para LASIK; as orientações para PRK são dadas individualmente.

PDF · 4 páginas · Formato A4

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Visão, condução e apoio

Carta de Condução

A avaliação da visão faz parte da avaliação da aptidão para conduzir. Quando necessário, a consulta de Oftalmologia permite documentar a função visual e esclarecer as limitações relevantes para a condução.

O formulário abaixo destina-se ao registo da avaliação oftalmológica e deve ser preenchido pelo médico em consulta.

DOCUMENTO PARA CONSULTA

Relatório de Oftalmologia

Formulário para renovação da carta de condução, com os campos de avaliação visual, local, data, assinatura e vinheta.

PDF · 1 página · Formato A4

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Baixa Visão – Incapacidade

Informação sobre incapacidade visual e recursos para apoiar a autonomia, a reabilitação e a inclusão de pessoas cegas ou com baixa visão.

DOCUMENTAÇÃO PARA CONSULTA

Tabela Nacional de Incapacidades

Consulte o documento integral no navegador ou guarde uma cópia para leitura posterior.

TNI · Edição de setembro de 2008 · PDF · 172 páginas · 951 KB

Redes de apoio em Portugal

Estas entidades disponibilizam informação e respostas de apoio às pessoas com deficiência visual e às suas famílias. Contacte-as para conhecer os serviços adequados à sua situação.

ACAPO

Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal. Apoio à autonomia, habilitação e reabilitação, inclusão e defesa dos direitos das pessoas com deficiência visual.

AAICA

Associação de Apoio e Informação a Cegos e Amblíopes. Informação acessível e orientação para pessoas cegas ou com baixa visão e para as suas famílias.

Conhecer a AAICA ↗

Centro de Reabilitação Nossa Senhora dos Anjos

Resposta da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa para pessoas com cegueira adquirida ou baixa visão, com intervenção na autonomia, orientação e mobilidade e atividades da vida diária.

Conhecer os programas de reabilitação ↗

Direitos e apoios públicos

Guia oficial com informação sobre direitos, apoios sociais, emprego, formação e acesso à rede de Balcões da Inclusão.

Consultar o guia no gov.pt ↗

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

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A sua dúvida merece atenção.

Para esclarecimentos sobre a sua situação, marque uma consulta de Oftalmologia.

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ÁREAS CLÍNICAS

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