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Patologias · 2 MIN DE LEITURA

Oclusão venosa da retina

O QUE PRECISA DE SABER

  • Uma veia da retina fica bloqueada, o sangue acumula-se e a retina incha.
  • Está associada à tensão arterial elevada, diabetes, colesterol e glaucoma.
  • Injeções intraoculares e laser tratam as complicações e podem melhorar a visão.

As veias da retina levam o sangue para fora do olho. Quando uma delas fica bloqueada, o sangue não consegue sair: surgem hemorragias e líquido na retina. Se a veia principal for atingida (oclusão central), toda a retina sofre; se for um ramo, apenas uma parte.

O FUNDO DO OLHO

O que o oftalmologista vê

Numa oclusão de ramo, as hemorragias seguem o território da veia bloqueada.

Dois desenhos do fundo do olho: à esquerda, a retina normal com o nervo ótico e os vasos; à direita, muitas pequenas hemorragias em chama ao longo de uma veia na metade superior.

Retina normal

As veias, mais escuras e largas, drenam o sangue em direção ao nervo ótico.

Oclusão de ramo

O sangue fica retido: surgem hemorragias, manchas brancas e líquido na retina.

Que sintomas provoca?

Visão turva ou uma mancha no campo visual, num só olho, que surge de repente ou ao acordar, sem dor. Numa oclusão de ramo pequena, pode passar despercebida.

Porque acontece?

É mais frequente depois dos 60 anos e está ligada aos fatores de risco cardiovascular: tensão arterial elevada, diabetes, colesterol elevado e tabaco. O glaucoma e a pressão ocular elevada também aumentam o risco. Por isso, além do tratamento do olho, é importante uma avaliação pelo médico de família ou pelo especialista de Medicina Interna.

Como se trata?

  • Não é possível desbloquear a veia, mas é possível tratar as complicações.
  • Edema macular (inchaço da zona central da retina): injeções intraoculares de medicamentos anti-VEGF ou de corticoides, repetidas ao longo de meses, guiadas pela OCT.
  • Vasos anormais (neovascularização): laser na retina e injeções, para prevenir hemorragias e glaucoma neovascular.
  • Consultas regulares nos primeiros meses, mesmo que a visão melhore.

Saiba mais:

Retinopatia diabética

Glaucoma

Fontes clínicas

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

Responsabilidade clínica: Dr. Nuno Lopes · Oftalmologia

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