Como se distingue o glaucoma de ângulo aberto do glaucoma de ângulo fechado?
A diferença está no ângulo do olho por onde o líquido interno é drenado.
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Perguntas e Orientações · 4 MIN DE LEITURA
O QUE PRECISA DE SABER
Muitos folhetos informativos dizem que um medicamento está contraindicado em caso de glaucoma. O aviso assusta, mas na maioria das pessoas com glaucoma não se aplica. Tudo depende do tipo de glaucoma e do tratamento que já foi feito.
No glaucoma de ângulo aberto, o mais frequente, a zona por onde o líquido sai do olho está aberta, e dilatar a pupila não a fecha. No ângulo fechado ou estreito, a íris está muito próxima dessa zona de drenagem. Alguns medicamentos dilatam a pupila ou empurram a íris para a frente e podem fechar a drenagem de repente.
PORQUE O TIPO DE GLAUCOMA IMPORTA
Ângulo aberto e ângulo estreito
O líquido produzido dentro do olho sai pelo ângulo, entre a íris e a córnea.
O líquido sai livremente. Mesmo com a pupila dilatada, a drenagem continua aberta. É o que acontece na maioria das pessoas com glaucoma.
Quando a pupila dilata, a íris pode dobrar-se e encostar à zona de drenagem. O líquido deixa de sair e a pressão sobe em poucas horas.
Quando isso acontece, surge uma crise de glaucoma agudo: dor intensa no olho, olho vermelho, visão turva, halos coloridos à volta das luzes, dor de cabeça e, por vezes, náuseas ou vómitos. É uma urgência e deve ir de imediato a um serviço de urgência com Oftalmologia.
Depois de uma iridotomia laser ou de uma cirurgia de catarata, o risco de crise fica, na maioria dos casos, muito reduzido. Ainda assim, só o seu oftalmologista pode confirmar se o ângulo está aberto e se pode tomar estes medicamentos com segurança. Guarde essa informação e mostre-a ao médico de família e na farmácia.
Os corticoides, conhecidos como cortisona, podem subir a pressão do olho. Isto acontece em cerca de uma em cada três a quatro pessoas, e com mais frequência em quem tem glaucoma ou familiares com glaucoma. O risco é maior com corticoides aplicados no olho ou à sua volta: gotas, pomadas nas pálpebras e injeções. Também pode surgir com comprimidos, injeções, inaladores, sprays nasais ou cremes usados durante muito tempo.
Esta subida não dá sintomas. Costuma aparecer semanas depois de começar e, na maioria das pessoas, desaparece algumas semanas depois de parar. Se precisar de corticoides durante mais do que algumas semanas, avise o seu oftalmologista para medir a pressão. Nunca pare um corticoide de repente sem falar com quem o receitou.
Os colírios do glaucoma passam em pequena quantidade para o sangue. Os colírios betabloqueantes podem baixar a frequência cardíaca e agravar a asma ou a DPOC, sobretudo se também tomar comprimidos do mesmo grupo para o coração ou para a tensão arterial. Inclua sempre os colírios na lista de medicamentos que mostra a qualquer médico, dentista ou farmacêutico.
Alguns estudos observaram menos glaucoma em pessoas que tomam certos medicamentos, como as estatinas para o colesterol ou alguns medicamentos para a diabetes. Estes resultados ainda não estão confirmados e não justificam começar nenhum medicamento para prevenir o glaucoma.
Na maioria das pessoas com glaucoma de ângulo aberto, os medicamentos do dia a dia podem ser tomados normalmente. As exceções mais importantes são os corticoides e, no ângulo fechado ainda não tratado, os medicamentos que dilatam a pupila.
Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.
Responsabilidade clínica: Dr. Nuno Lopes · Oftalmologia
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Revisão clínica: Dr. Nuno Lopes ·