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Patologias · 3 MIN DE LEITURA

Pterígio e pinguécula

O QUE PRECISA DE SABER

  • A pinguécula e o pterígio são alterações benignas da conjuntiva, a membrana transparente que cobre a parte branca do olho.
  • A pinguécula fica na conjuntiva; o pterígio cresce sobre a córnea e pode afetar a visão.
  • Proteger os olhos do sol, do vento e do pó ajuda a prevenir o aparecimento e o crescimento.

A pinguécula e o pterígio são muito frequentes em quem passa muito tempo ao ar livre. Não são cancro nem passam para outras pessoas. Na maioria dos casos causam apenas irritação e alteração estética, mas o pterígio pode crescer e, por isso, deve ser vigiado.

Qual é a diferença?

VISTO DE FRENTE

Pinguécula e pterígio

Os dois surgem na conjuntiva, quase sempre do lado do nariz.

Dois olhos vistos de frente: à esquerda, uma pequena mancha amarelada na parte branca do olho, junto à córnea (pinguécula); à direita, uma prega de tecido avermelhado em forma de asa que avança sobre a córnea (pterígio).

Pinguécula

Espessamento amarelado da conjuntiva. Fica fora da córnea e não afeta a visão.

Pterígio

Tecido com vasos que cresce sobre a córnea. Pode causar astigmatismo e, se avançar, tapar a visão.

FOTOGRAFIAS CLÍNICAS

Pinguécula: espessamento amarelado da conjuntiva, junto à córnea.

Pinguécula: espessamento amarelado da conjuntiva, junto à córnea.

Fotografia: Red eye2008 · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

Pterígio: tecido com vasos que avança da conjuntiva sobre a córnea.

Pterígio: tecido com vasos que avança da conjuntiva sobre a córnea.

Fotografia: José Miguel Varas, MD · CC BY 3.0 · Wikimedia Commons

A pinguécula é um pequeno espessamento amarelado da conjuntiva, junto à córnea, mais frequente do lado do nariz. Não cresce sobre a córnea. O pterígio é uma prega de tecido com vasos sanguíneos, em forma de triângulo ou de asa, que avança da conjuntiva para a córnea. Por vezes começa numa pinguécula.

Porque aparecem?

O principal fator é a radiação ultravioleta do sol. O vento, o pó, o ar seco e o calor também contribuem. São mais comuns em pessoas que trabalham ou praticam desporto ao ar livre, como agricultores, pescadores, surfistas ou velejadores, e em climas soalheiros.

Que sintomas provocam?

  • Olho vermelho ou irritado, sobretudo depois de exposição ao sol, ao vento ou ao fumo.
  • Sensação de areia ou de corpo estranho, ardor e lacrimejo.
  • Inflamação ocasional, com a lesão mais vermelha e inchada.
  • No pterígio que avança sobre a córnea: astigmatismo e visão desfocada. Se chegar à zona central, pode tapar a visão.

Como se tratam?

Na maior parte dos casos basta proteger os olhos e aliviar os sintomas com lágrimas artificiais. Nas fases de inflamação, o oftalmologista pode receitar colírios anti-inflamatórios durante um período curto. Estes tratamentos aliviam, mas não fazem desaparecer a lesão.

A cirurgia considera-se quando o pterígio cresce em direção ao centro da córnea, provoca astigmatismo ou baixa de visão, causa irritação persistente apesar do tratamento, limita os movimentos do olho ou incomoda esteticamente. A pinguécula raramente precisa de cirurgia.

Como é a cirurgia do pterígio?

É feita com anestesia local, em ambulatório. O pterígio é removido e a zona é coberta com um pequeno enxerto de conjuntiva do próprio olho, fixado com cola biológica ou pontos. Esta técnica reduz muito o risco de o pterígio voltar a crescer. Nos primeiros dias é normal sentir areia e ter o olho vermelho; a vermelhidão pode durar algumas semanas.

Como prevenir?

  • Use óculos de sol com proteção UV, de preferência envolventes, e chapéu de aba.
  • Proteja os olhos do vento e do pó, por exemplo com óculos de proteção no trabalho ou no desporto.
  • Use lágrimas artificiais em ambientes secos.
  • Depois da cirurgia, a proteção solar ajuda a evitar que o pterígio volte.

Procure observação se a lesão crescer, mudar de cor, sangrar ou tiver um aspeto diferente do habitual. Outras lesões da conjuntiva podem ter uma aparência semelhante e devem ser avaliadas.

Saiba mais:

Olho vermelho

Olho seco

Fontes clínicas

Esta informação não substitui uma avaliação médica individual. Siga as orientações da equipa que o acompanha.

Responsabilidade clínica: Dr. Nuno Lopes · Oftalmologia

Atualização da página:

Esta data refere-se à apresentação e organização da página.

Revisão clínica: Dr. Nuno Lopes ·

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